Wednesday, June 8, 2011
Hoje deu-me para isto
Corremos atrás das coisas em que acreditamos é isso que faz parte de nós é isso que dá sentido à nossa vida. Existem sempre intervalos em que pensamos no que estamos estupidmente a fazer,e no que estupidamente acreditamos... Por vezes cansa lutar contra tudo e contra todos, por vezes apetece-nos desistir. Mas não, respiramos fundo olhamos em frente e não desistimos de mudar o mundo, aos poucos sei que fará a diferença nem que seja só no meu mundo, na minha cosciência. Está aí muita coisa, na consciência, há quem tenha bastante e quem não tenha nenhuma, é daqueles que são conscientes que eu procuro, todos eles. Para podermos ser todos amigos, fazer um grande grupo e lutar contra os restantes, como num desenho animado ou num filme, pois a vida não passa disso. Um filme com drama, acção, comédia e um pouco de magia que também faz falta. É assim que, ás vezes, acordamos, com vontade, muita vontade de fazer, escrever, agir e mudar mentalidades. É isso que mais faz sentido, o sentido está naquilo em que acreditamos e eu sinto falta de mais alguéns que acreditem comigo para que tudo faça um pouco mais de sentido. Normalmente conto histórias dos outros, a minha fica sempre escondida, é sempre assim que me vejo é isso que gosto de partilhar, nada. E ao mesmo tudo, os pensamentos, os sonhos, a fé, a filosofia por detrás do corpo. Filosofias... É importante filosofar, nunca pensei que fosse tanto. Tenho coisas a fazer, coisas que não me completam e eu tenho de fazê-las. é uma treta certas situações da vida... Mas acredito que um dia tudo vai fazer sentido. Acredito piamente nisso.
Texto escrito sem voltar a ler e quase sem apagar.
Faz falta sinceridade e transparência neste mundo.
Thursday, May 19, 2011
At last...Just wondering
Pretendo melhorar daqui para frente, vamos lá ver se a vida ajuda. Aqui está o texto de hoje (que se enquadrava melhor no Everything about nothing mas pronto):
Há mentiras que são necessárias para conseguir-mo-nos levantar todos as manhãs.
Naquele dia em especial sentia-me pesada, como se guardasse um segredo que não pudesse partilhar com ninguém. Um segredo demasiado pesado para ficar cá dentro muito tempo. Esse segredo desapareceu no dia seguinte quando o sol brilhou e eu apercebi-me que os segredos da natureza são mais significativos do que qualquer outra coisa. Filosofias à parte é a Natureza que realmente é grande, que realmente importa. Porém, as filosofias já fazem parte da minha vida.
Pensar tornou-se tão essencial como sentir, para meu desagrado.
Um dos meus maiores sonhos era pensar menos e sentir mais.
Acho que esse continuará a ser um dilema de todos aqueles com alma filosófica, a eterna questão entre pensar e sentir...
A questão entre viver e achar que se sabe viver, estar vivo e achar-se meio-morto ou estar meio-morto e achar-se bem vivo, entre ser e fingir que se é...
A palavra-chave para isto e para tudo na vida é simples: Equilíbrio.
As verdadeiras perguntas são: Como equilibrar? 50% pensamento 50% emoções e sensações? A vida poderá ser regida por percentagens? A vida faz algum sentido se for assim?
Friday, April 22, 2011
Tornando-se irrespirável
Esta minha parte meio masculina de não saber o que fazer com as emoções negativas expostas é uma treta. E portanto estavas tu no teu quarto a chorar e eu muito quieta a deprimir com cada soluço teu e a desejar ardentemente que parasses de chorar.
Naquele momento apetecia-me deitar as culpas para cima de toda a gente, até dos culpados da minha tristeza e não da tua.
É mais fácil confortar as pessoas quando nós estamos bem, quando estamos tão em baixo como os outros não há força que chegue. Tantas vezes me senti sozinha e lidei com essa solidão sozinha. Outra coisa meio masculina. Agora tu já não sabes o que fazer e é suposto eu te indicar o caminho... Como queres que te indique o caminho se eu própria não sei qual é o meu?
Está-se a tornar quase irrespirável este ambiente de tristeza em que vivemos.
Tu não sabes o que fazer à vida e continuas em baixo, eu não sei o que fazer nem da tua nem da minha vida e tento continuar ao de cima para que consigamos, ao menos, sobreviver ao dia-a-dia.
Passar 24 horas contigo é um suplício, vejo nos teus olhos a tristeza toda concentrada das feridas do passado das quais não te consegues livrar. E eu não estou em condições para te apoiar. Primeiro nunca fui uma pessoa lá muito emocional e segundo esgotei os meus argumentos para te acalmar. Existe um terceiro: não sei ser uma boa apoiante em silêncio, sei que ás vezes basta isso, mas considero que o nosso silêncio nunca será muito bom. (Está cheio de coisas que não foram ditas, que não podem ser ditas, que não devem ser ditas...)
Sinto-me mal todos os dias. Por mim, por ti e por nós.
Vivemos na instabilidade, numa réstia de esperança que está presa por um fio.
Gostava de ser a pessoa que desejavas mas não saí como planeado. É assim, a vida é mesmo fodida.
Não planeamos nada do que nos acontece, do que vai acontecendo. Podemos querer isto ou aquilo e a vida dá-nos aquilo ali ao lado só para chatear.
Custa-me...
Vou-te dizer o que me custa: custa-me que não tenhas forças para lutar contra essa tua tristeza e mágoa. Custa-me porque eu esforço-me todos os dias para arranjar forças para mim e vou conseguindo aos poucos, e tu sempre a deitar abaixo o que eu tento construir.
Não fazes de propósito, eu sei, no entanto custa-me.
Não te consigo confortar. Ainda por cima agora que tenho dificuldade em confortar-me a mim própria.
Desculpa lá.
A vida é mesmo fodida.
Esta minha parte masculina dá cabo de mim. Ou será a feminina que não se enquadra em mim?
Saturday, February 26, 2011
Sexos
Gosto de mulheres sim, a atracção só existe por elas, no entanto não me sinto um homem homem. Há muita coisa que me faz chorar e adoro decorar a casa com a Sónia. No sexo até que gosto de ficar por baixo e não gosto de ter o poder sobre todas as coisas, gosto que a Sónia me leve onde ela quiser para fazer o que ela escolher, gosto de ser levado por ela.
Olho para trás e sei que a minha vida não foi muito normal.
Há uns anos fiz uma operação para ser do sexo masculino. Não era que eu me sentisse mal com o meu corpo mas apaixonei-me por uma mulher hetero e pensei que aquela seria a única maneira de a conquistar. O problema é que fiquei um homem não muito bem parecido e arrependi-me logo de ter feito a operação. Não me sinto muito bem com o meu corpo e a minha vida não tem sido muito fácil estou a pensar em fazer outra operação para mudar de novo para um corpo feminino...
Olho para trás e vejo a vida confusa que tive. Juntei-me com um homem o ano passado porque queria ter filhos porém, não lhe escondi que era lésbica. Ele disse que não se importava e aceitou ter filhos comigo. Nós até que nos dávamos bem só que conheci a Mafalda e houve logo uma química entre nós.
O Filipe queria continuar comigo mas eu que já estava grávida disse-lhe que queria fazer a minha vida ao lado da Mafalda, ele acabou por aceitar e foi-se embora.
As coisas com a Mafalda não são um mar de rosas mas existe amor e é isso que me faz lutar todos os dias contra a discriminação que ainda existe na sociedade.
Olho para trás e sorrio, temos de nos rir das coisas mais ridículas que vão acontecendo não podemos deprimir com a vida se não é que não estamos aqui a fazer nada.
Passei a minha juventude atrás de mulheres como qualquer rapaz da minha idade e até que não me dei nada mal, mas achava estranho certas sensações que tinha quando estava perto de homens de quem gostava/simpatizava. O que sentia era o mesmo que sentia com as mulheres. Tentei perceber se seria um problema hormonal e pesquisei sobre o assunto. Descobri que era bi aos 20 e poucos anos. No inicio foi um choque porém, depois tudo começou a fazer mais sentido e hoje em dia até que lido bastante bem com a situação e é engraçado ter tanto por onde escolher. A sério é muito engraçado.
Olho para trás e constato que toda a minha vida me senti deslocado. Não me sinto bem entre os homens, parece-me um mundo completamente diferente do meu.
Sempre tive mais amigas do que amigos mas por vezes também me é difícil encontrar o meu lugar no meio delas. E apercebi-me desde cedo que havia ali qualquer coisa que não era muito normal em mim.
Dediquei a minha vida a estudar as pessoas, mais especificamente as diferenças entre sexos e cheguei à conclusão que existe pelo menos 5% da população que se sente deslocada, ou sentem que não são do sexo que deveriam ser ou, uma parte mais pequena, percebe que não pertencem nem a um lado nem a outro. E aqui me insiro eu e a estas pessoas eu chamo o 3º sexo. Somos poucos mas existimos.
Podemos ter uma atracção pelo sexo feminino ou masculino e não nos considerarmos totalmente homens ou mulheres. Sentimo-nos como se conseguíssemos ver ambos os lados e não nos sentíssemos a 100% em nenhum.
Esta ínfima parte da população parecendo que não, são pessoas mais equilibradas, percebem mais e dão-se melhor com a vida que o resto da população. Conseguem ter uma perspectiva diferente das coisas, uma mais abrangente.
O 3º sexo é a junção dos 2 sexos, criando pessoas, a meu ver, estranhas claro mas, muito mais completas. Temos uma visão um pouco mais perto de ser a ideal.
A meu ver, somos pessoas melhores.
Sunday, February 6, 2011
Lágrimas de uma andorinha
Sigo a batida como se não houvesse mais amanhã. Danço e mexo-me sem saber muito bem o que estou a fazer, sem ter regras nem procedimentos certos a cumprir. Tento ser livre e espontânea como nunca fui e libertar-me de mim, essencialmente de mim. Não culpo mais nada nem ninguém sem ser eu própria para tudo o que tem acontecido na minha vida.
Ouço a música a tocar e pela primeira vez desde que me lembro que realmente danço sem posições certas nem fios invisíveis a prender-me os movimentos. Sabe bem…
E canto, muito alto, quase a gritar: You go on, I´ll be happier. Faço-me acreditar que a verdade do mundo está naquela música e naquelas palavras que nada me dizem de concreto, até porque eu nem percebo inglês.
No entanto, agarro-me àquelas palavras, àquele som, àquele ambiente, agarro-me como se não houvesse mais nada. Pesando bem, de momento, não existe mesmo mais nada…
Cai-me uma lágrima do olho esquerdo, de seguida do olho direito, depois duas lágrimas caiem, ao mesmo tempo, uma de cada olho chegando ao final da minha face unindo-se numa só.
Quando me apercebi que já tinha bebido demais e que estava toda a gente a olhar para mim, naquele barzito no meio de nenhures, saí dali.
Pela primeira vez sentei-me no carro sem saber para onde ia, sem querer realmente ir para algum lado. Pela primeira vez não tinha um plano e isso tanto me assustava como me entusiasmava de uma maneira inacreditável.
Liguei o carro, e comecei a guiar em frente ao desconhecido.
A noite passou-se e parte da manhã também, passei tantas terrinhas que perdi a conta até que vim ter a uma aldeia que tinha como nome Andorinhas. Parei nela e a primeira coisa que vi foi um rio lindíssimo e até que era bastante grande. Pareceu-me um pequeno paraíso no meio do nada, fiquei deslumbrada.
Parei ali porque quando era pequena a minha alcunha era andorinha, diziam que era por ser elegante e por ser uma sonhadora, acreditando que um dia havia de voar. Associavam-me a uma andorinha…
Tenho pena que tenha deixado de falar com estas pessoas que me acarinharam desta maneira, eram bons amigos, estes que tive quando era mais miúda.
Ao olhar para aquele rio perguntava-me porque é que tinha deixado de falar com eles, porque é que tinha deixado para trás pessoas que sempre gostei e que sempre me trataram tão bem.
O rio, esse, continuava sereno à espera que eu própria chegasse à resposta que eu tão bem sabia mas que não queria dizer: Eu mudei, fui eu que mudei, já não sou mais uma andorinha. A minha elegância perdeu-se com os sobressaltos da vida e o sonho de um dia voar acabou por deixar de fazer sentido.
Saí do carro e vim a correr para a beira do rio, depois como uma criança triste sentei-me na relva agarrando com muita força as minhas pernas, olhando de soslaio para a água do rio, como que à espera que ela me dissesse uma palavra de consolação e concluísse com: Pronto já passou.
Como é óbvio a água não falou comigo e eu fiquei ainda mais triste esfregando a minha cara nas minhas pernas para que as lágrimas não tivessem tempo sequer de se aperceberem de terem nascido.
No entanto, elas aperceberam-se, e tal como crianças inocentes e sonhadoras não se deixaram levar pelas complicações sem sentido do mundo, então mesmo sendo sacudidas logo à nascença continuavam a nascer, sempre com mais força. Elas estavam sempre prontas para sair cá para fora, para fora da prisão que eu me tornei para mim mesma. Ao caírem, ao escorrerem pela minha cara, acariciavam-me com os seus movimentos que se tornavam mais elegantes a cada lágrima. Parei de as querer sacudir e deixei-as à vontade.
De repente começaram-se a aproximar nuvens negras, muitas nuvens negras e eu escondi a cara não querendo que também o céu começasse a chorar. Queria um sinal de esperança, queria arranjar forças para mudar, queria ser feliz.
Olhei a medo o céu e ele estava limpo, totalmente limpo com um sol radiante já a fugir para o horizonte. E foi aí exactamente que soube que podia mudar o rumo à minha história. Perguntava-me apenas se arranjaria forças para o fazer.
E quando finalizei esse meu pensamento um bando de andorinhas cruzou os céus voando com uma elegância incrível…
As minhas lágrimas, naquele momento, perceberam que não precisavam mais de sair, que estavam confortáveis lá dentro outra vez.
Fiquei de boca aberta a olhar para as andorinhas e por momentos senti que havia ali uma quebra entre tudo o que já tinha sido e tudo o que ainda podia ser.
Vou ser feliz e vou acreditar que comigo munda o mundo. Pode não ser o mundo real mas é aquele que mais me importa, o meu. E nele mando eu. – Peguei no carro e segui o bando de andorinhas só para ver a onde é que ele me levava.
Fui levada pelo sonho, como fazia quando era miúda. É assim que quero voltar a ser, é isto que quero que faça parte de mim. Só quero voltar a ser uma andorinha…
Thursday, January 20, 2011
Sem tema
Tudo aqui tem magia. Eu olho para o mar naqueles dias menos bons e esqueço-me de tudo, e quando não esqueço estar aqui torna tudo muito melhor e mais fácil de lidar.
Sinto-me lisonjeada por poder estudar onde estudo por poder estar aqui agora. Por ter a vida maravilhosa que tenho, por conhecer pessoas extraordinárias, pelas memórias boas que tenho dessas pessoas, por ter nascido (apesar de tudo), por ser quem sou.
Hoje apetece-me agradecer por tudo o que tenho e não falar nem pensar nas coisas mais aborrecidas da vida que existem sempre e que acabam por fazer-nos esquecer do que realmente importa.
Hoje apetece-me respirar, olhar para o mar e ter a certeza que estar viva é maravilhoso e que não trocaria nada do que sou e do que tenho por nada "melhor", pois cabe-nos a nós transformar a nossa vida e transformar-mo-nos a nós próprios. E é isso que eu pretendo fazer. Agora e sempre.
Expira, Inspira. (Sempre ao contrário já se sabe. ^^)
E já sou uma pessoa melhor.
Wednesday, January 12, 2011
EAN
^^ Um segundo para respirar... pronto vou dormir.
Black Pixel
Total Pageviews
Shelfari, os livros que já li =)
Followers
=D
Obrigada Kuka ^^
Obrigada Diana! =D
O melhor da blogosfera (do que já encontrei):
- Sustentabilidade é Acção
- Como uma apóstrofe.
- Curly Girl
- Nervos em fragalhos
- 365 coisas que posso fazer...
- Unexpected thoughts
- Afectado
- Guia das mulheres para totós
- Traço a traço
- Photo and travel
- I wonder...
- Eu opino, e tu?
- Não compreendo as mulheres
- Corpo Dormente
- Momentos de uma familia feliz
- Livro de Reclamações
- De palavras e sonhos
- Conto aqui
- Scapegoat
- Procura por mim
- O planeta agradece
- Anjo caído