Às vezes, em dias de luz perfeita e exacta,
Em que as coisas têm toda a realidade que podem ter,
Pergunto a mim próprio devagar
Porque sequer atribuo eu
Beleza às coisas.
Uma flor acaso tem beleza?
Tem beleza acaso um fruto?
Não: têm cor e forma
E existência apenas.
A beleza é o nome de qualquer coisa que não existe
Que eu dou às coisas em troca do agrado que me dão.
Não significa nada.
Então porque digo eu das coisas: são belas?
Sim, mesmo a mim, que vivo só de viver,
Invisíveis, vêm ter comigo as mentiras dos homens
Perante as coisas,
Perante as coisas que simplesmente existem.
Que difícil ser próprio e não ser senão o visível!
Alberto Caeiro
Saturday, December 5, 2009
Subscribe to:
Post Comments (Atom)
Black Pixel
Total Pageviews
Shelfari, os livros que já li =)
Followers
=D
Obrigada Kuka ^^
Obrigada Diana! =D
O melhor da blogosfera (do que já encontrei):
- Sustentabilidade é Acção
- Como uma apóstrofe.
- Curly Girl
- Nervos em fragalhos
- 365 coisas que posso fazer...
- Unexpected thoughts
- Afectado
- Guia das mulheres para totós
- Traço a traço
- Photo and travel
- I wonder...
- Eu opino, e tu?
- Não compreendo as mulheres
- Corpo Dormente
- Momentos de uma familia feliz
- Livro de Reclamações
- De palavras e sonhos
- Conto aqui
- Scapegoat
- Procura por mim
- O planeta agradece
- Anjo caído
1 comment:
grande grande Caeiro
Post a Comment