Thursday, December 18, 2008

Acreditei tanto...


No início não acreditei numa única palavra tua.
Achava que eras um daqueles estúpidos que só queria engatar gajas para ter um momento erótico na web.
Mais um...Como se houvesse poucos.
Foi o que eu pensei.
Logo percebi que estava errada, que tu não eras como todos os outros.
Não eras mesmo.

Tu fizeste-me acreditar que nada é impossível e que os príncipes realmente existem. (Nem que só estejam vivos na nossa imaginação)
Acreditei que todos os nossos sonhos um dia tonasse-iam reias...
Aiii, nunca acreditei tanto em algo como acreditei em ti.

Conquistaste-me da maneira mais fácil, entrando pela porta principal da minha imaginação.
E ainda hoje te encontras por lá, num canto escondido.
Tu e todas as imagens que me fizeste criar do nosso futuro.

Um futuro que nunca chegou...

Os nossos sonhos nunca se tornaram reais.
Nunca deixaram de ser sonhos...
E agora, não consigo ver a realidade da mesma maneira.
Os sonhos tornaram-se mais importantes.

Mais importantes que tudo, mais importantes que a própria vida.
O que vivo já não interessa mais, já só interessa o que sonho, o que imagino.
Já só interessa o interior, a personalidade...
O exterior deixou de ser importante, a aparência das coisas e das pessoas deixou de ter significado.
De uma certa maneira ajudaste-me a aprender que há muito mais do que a visão nos pode oferecer...
Agora sei que tudo precisa de um segundo olhar, uma segunda oportunidade...
Nada é certo nesta vida e vale sempre a pena tomar mais atenção ao que nos rodeia.
Não podemos ser levados pela primeira coisa que nos parece. Mais tarde podemos perceber que afinal tínhamos uma ideia completamente errada.

Apesar do que me ensinas-te, não percebo porque acreditei tanto que os nossos sonhos viriam a ser realidade...
Acabou tudo por não passar de memórias e recordações.

Mas a pergunta mantêm-se:
-Se os sonhos se tivessem realizado eu seria mais feliz?
Nunca irei saber se me farias feliz da mesma maneira que o fizeste na minha imaginação.
Nunca irei saber se a realidade seria tão bela como eu a imaginei...
Será que seria?!














Friday, November 21, 2008

Por momentos...


Sussurras-te ao meu ouvido com a tua voz tão meiga...
Quase me conquistas-te com essas tuas palavras. Quase.
Depois tocas-te em mim e eu senti-me como que a renascer...
Mesmo assim queria lutar contra o que sentia, pois sabia que mais tarde o sentimento iria desaparecer. (Seria mesmo um sentimento então?!)
Tu foste-te chegando para perto de mim e começas-te a olhar me fixamente. Como se só existisse eu no mundo.
Adorei esse teu olhar!
No entanto, desviei a cara mal percebi que estavas a começar a controlar-me.
Afastei-me só um pouco de ti e tu esboças-te um sorriso, numa de brincadeira.
Inevitavelmente sorri também.
É impossível resistir a um sorriso como o teu.
E foi com esse sorriso que abris-te as portas do meu coração.
Nesse momento abracei-te com muita força, de modo a sentir bem o teu corpo.
De seguida olhei para ti, consigo imaginar o brilho que deveria estar nos meus olhos...
Fiz um grande sorriso, dei-te um beijinho no nariz e disse:

- Muito obrigado! E até sempre.

E foi-me embora, não podendo o meu coração dar mais do que isto.

Monday, November 17, 2008

Preguiça


Detesto-a!
Porque é que ela existe?
Se não contribui para a felicidade de ninguém porque é que não pode simplesmente desaparecer?!
Que raiva!
Só queria conseguir fazer o que tenho a fazer sem haver algo dentro de mim a afastar-me disso.
Só queria conseguir lutar contra ela!
Ás vezes até consigo, mas perco tantas vezes a batalha...
Como agora, que devia estar a fazer tudo menos isto e no entanto uma força interior pegou num caderno e começou a escrever.
Nem consegui impedir-me a mim própria de o fazer porque o impulso foi demasiado forte.
E agora que já desabafei tudo, vou lutar contra ela e é desta vez que vou ganhar!
Tem de ser! Porque não me parece que o professor de matemática me deixe fazer o teste noutro dia com a justificação que a preguiça não me deixou estudar. -.-
Mas bem que devia deixar! xD

Friday, November 14, 2008

O abismo entre almas



Tanto do que sentimos não conseguimos explicar por palavras...
Tanta coisa que não se consegue exprimir...

As palavras ajudam-nos na comunicação, mas não estão vivas como nós.
E por isto, como podemos ter a certeza que as pessoas nos compreendem verdadeiramente?!
Elas não vão sentir exactamente o mesmo que nós, isso seria impossível.
Já como Fernando Pessoa dizia: "The abyss from soul to soul cannot be bridged."
Por mais palavras que usemos, muitas das coisas que dizemos não são totalmente percebidas.
Porque só tu sabes o que vai na tua cabeça assim como só eu sei o que vai na minha.
E por isso, quando nos dizem: "Eu percebo o que estás a passar.", até são capazes de perceber, mas à maneira deles, nunca sentido, nem nunca percebendo o que tu sentes.
Isto tudo acaba por não dizer muito. Pois mesmo que não nos percebam completamente, sentimo-nos bem por simplesmente nos ouvirem e se importarem com o que sentimos.
E depois temos aqueles momentos de completa "ligação" com os outros, que pode ser uma sensação passageira mas é quase para isso que vivemos.

Saturday, November 8, 2008

Estou deprimida.



Quanto mais vivo, mais desiludida fico com os humanos e mais vergonha tenho de ser um deles.
Já não bastava estarmos a destruir o nosso modo de vida futura, mas conseguimos destruir também, o modo de vida de todos os outros animais.

Controlamos tudo, a mal ou a bem, controlamos sempre tudo.
E isso entristece-me...
Não quero controlar!
Quero que a vida deixe de ser "so damm" certa!
Quem é que inventou o conceito de sociedade? Quem foi o parvo?
Tudo interligado, tudo certinho, detesto o conceito de sociedade!
Uma sociedade tão bem estruturada que nos perdemos no meio de tanta organização.

No fundo somos como os animais, só que cometemos erros que eles não cometem. E tudo graças á nossa "inteligência"(ambição, egoísmo, ganância).
Tornámo-nos crúeis de uma maneira que os animais nunca serão.

Tudo neste mundo tem uma marca humana e tudo gira à nossa volta...
Esquecem-se que antes de nós existirmos já haviam plantas e outros animais...(E de certeza que estavam muito bem sem nós.)
Depois vieram os macacos com a mania que eram inteligentes e lá se foi o mundo feliz e saudável.
Tenho nojo do que a nossa espécie pode e consegue fazer!
Obrigar animais a trabalhar?!
Metê-los em jaulas para NOSSO divertimento?!
Acabar com o seu habitat por causa da madeira para a NOSSA mobília?!
Torturar outros humanos porque é divertido?!
Matar porque dá prazer?!

Somos demasiados! E isso ainda complica mais as coisas.
Cada humano tem uma ideia, cada um pensa que tem razão e com tantas ideias e mudanças o mundo deixou de ser simples e acabou por ser um grande laboratório onde fazemos as nossas experiências.
Enfim...
Só espero que a natureza cuide do Mundo, como sempre o fez, e acabe connosco de uma vez.


Monday, October 20, 2008

Quem diria...

Era uma vez, uma menina chamada Laudia que veio morar para uma casa que era mesmo á frente da minha.
Esta menina, rechunchudinha de olhos verdes muito bonitos, era muito chata, porque queria brincar muitas vezes comigo.
E eu que não estava nada habituada a tanta agitação, achava que ela era agitada demais.
Zanguei-me com ela muitas vezes porque ela só queria ter brincadeiras parvas e eu já não gostava daquelas brincadeiras.
Mas a verdade, é que fiquei muito feliz quando ela veio morar para aqui.
Eu era uma menina muito solitária e ela veio me fazer companhia...

Esta menina transformou-se numa jovem linda, por dentro e por fora.
Numa pessoa extraordinária...simples, divertida, responsável...
Quando penso no passado até me custa acreditar, de tão diferente que ela está, que aquela menina era ela.
Está tão crescida...
Em todos os aspectos.

Quem diria que aquela menina viria a ser a minha melhor amiga, a minha confidente, a minha outra parte de mim...
Quem diria...

Não é todos os dias que se encontra uma alma gémea. Mas a minha veio parar mesmo á minha porta. ^.^

Thursday, October 9, 2008

Anti-Social


Não sou! Nunca fui!

ADORO ME RELACIONAR COM AS PESSOAS!
Não sei porque carga de água fujo delas agora...

Sinto-me mal ao pé da maioria, sinto-me diferente delas em todos os aspectos.
Como se fosse de outro planeta...
Acabo por me fechar demasiado e quase que só me dou com os meus amigos.
Não o faço de propósito, mas acabei por ficar um bocado Anti-Social com o tempo.
Apesar de tudo não me considero completamente Anti-Social, esse nome é para quem não fala mesmo com ninguém.
E eu falo!
Eu rio-me, eu divirto-me, eu adoro falar com os outros!
Não sou Anti-Social, só não gosto de multidões e há certas pessoas que eu não me consigo dar.
Não tenho culpa que essas certas pessoas sejam muitas.
Sou muito exigente, agora mais do que nunca, e toda a gente tem de me conquistar.
O problema é que ninguém se dá ao trabalho!
E eu também não!

Eu levo a sério a vossa opinião, mesmo quando estão a brincar. - dedicado ao quarteto fantástico.

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