Monday, October 20, 2008
Quem diria...
Esta menina, rechunchudinha de olhos verdes muito bonitos, era muito chata, porque queria brincar muitas vezes comigo.
E eu que não estava nada habituada a tanta agitação, achava que ela era agitada demais.
Zanguei-me com ela muitas vezes porque ela só queria ter brincadeiras parvas e eu já não gostava daquelas brincadeiras.
Mas a verdade, é que fiquei muito feliz quando ela veio morar para aqui.
Eu era uma menina muito solitária e ela veio me fazer companhia...
Esta menina transformou-se numa jovem linda, por dentro e por fora.
Numa pessoa extraordinária...simples, divertida, responsável...
Quando penso no passado até me custa acreditar, de tão diferente que ela está, que aquela menina era ela.
Está tão crescida...
Em todos os aspectos.
Quem diria que aquela menina viria a ser a minha melhor amiga, a minha confidente, a minha outra parte de mim...
Quem diria...
Não é todos os dias que se encontra uma alma gémea. Mas a minha veio parar mesmo á minha porta. ^.^
Thursday, October 9, 2008
Anti-Social

Tuesday, October 7, 2008
Farta de mim!
Eu já, umas quantas vezes.
Tive vontade de arrancar a minha pele e de vestir a de outra pessoa!
Há alturas em que fico tão farta da minha maneira de ser e de pensar que só me apetece mandar-me ir dar uma volta!
Fico tão irritada quando me lembro que não o posso fazer. Que eu serei sempre eu e não posso ser mais ninguém!
Há vidas tão mais interessantes que a minha, pessoas tão mais interessantes que eu...
E no entanto estou destinada a aturar-me a mim e á minha vida para sempre.
Não posso fugir, não me posso esconder, não posso estalar os dedos e estar noutro lugar, e ser outra pessoa...
Pode ser que o futuro traga alguém diferente, e uma vida diferente também.
Mas como custa esperar!
Wednesday, September 3, 2008
Na terra dos sonhos
Estava eu muito bem na terra dos sonhos, quando sou acordada de uma maneira minimamente horrível:
-1,2,3,4,5,6,7,8,9,10.
Como se fosse pouco acordar a ouvir números, quem estava a contar era uma criança com uma voz extremamente irritante.
Mal ouvi a sua vozinha deu me longo vontade de lhe dar uma estalada. Quem é que pensava que era para estar aos gritos àquela hora da manhã?!
Tudo bem já eram 10 e tal mas eu quero lá saber, estou de férias, já não se pode dormir até tarde quando se está de férias?!
E enquanto eu pensava nisto tudo, a miúda (pela voz fininha devia ser uma rapariga) continuava com a sua vozinha alegre e IRRITANTE:
-1,2,3,4,5,6,7,8,9,10.
E não se calava com aquilo, deve ter contado umas 5 vezes até 10! Calculo que não sabia contar mais a partir daí ou então eu é que já estava a ter ilusões sonoras.
Ainda pensei que ela poderia estar a jogar às escondidas. Até que ouviu-se um grito:
-Papááá!!!
E eu só gritava para mim mesma:
-Eu não acredito nisto!!!!
E mais uma vez:
-Papáááá!!!
Não sei porque só ouvia a sua voz e não ouvia a de mais ninguém, até parecia que estava a falar sozinha.
Depois como se não chegasse começou a correr, e corria, corria…
Eu na minha caminha já estava prestes a dar um grito! Tipo:
- 11,12,13,14,15,16,17,18,19,20. Cala te e pára quieta!!!!
Depois subitamente parei de ouvir passos, e também já não ouvia gritos.
Eu toda contente virei-me para o lado.
Passou uns minutos e eu levantei-me.
Já não consegui dormir! Depois de tanto barulho, o sono foi-se.
Mas o mais “engraçado” é que a miúda continua na casa ao lado e teve calada o dia todo! Nem um número, nem um papá, nada!
Mas calma que não acaba aqui.
No dia seguinte exactamente às 9,39:
-Papáaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Papáaaa! Papá!! Papá!!
Parecia um disco riscado e eu pensava cá para mim:
-Aquela miúda adora-me!
Levantei-me e pronto! Até parece que o raio da miúda me esta a preparar para a escola, levantar cedo e com o raio do despertador a tocar! Só que em vez de o despertador dizer "Acorda! Acorda!" diz "Papá! Papá!" -.-
Costuma-se dizer que as crianças são o melhor do mundo…Desculpa? Só se for á tarde!
Tuesday, September 2, 2008
Parada no tempo
É a fase da adolescência, que não é sim nem é sopas!
Feliz e sempre a sorrir mas parada no tempo.
Como uma criança que não quer saber se hoje é dia 4 ou dia 5, ou como um adulto que de tão ocupado já se perdeu nos dias...
Tanto quero ser tratada como uma adulta como quero agir como uma criança.
Tanto quero chorar porque simplesmente estou triste como quero ser forte como os adultos o devem ser.
Tanto quero ajudar os outros porque os adultos deviam ter essa preocupação, como quero fingir que não percebo os problemas deles por achar que não os vou conseguir resolver.
Tanto falo por pensar que sei o que estou a dizer ("os adultos sabem sempre tudo"), como me calo por perceber que já nem sei porque estou a falar...
Ás tantas não sei bem o que quero ser e que papel hei-de interpretar...
A adolescência é mesmo assim.
Não somos adultos, nem somos crianças, somos uma mistura dos dois!
A filha da minha melhor amiga
Nem sei se consigo expressar em palavras o quanto a história é espectacular...
Durante a leitura fui "criando laços" com a personagem Ryn, senti-me dentro dela, a sentir o mesmo que ela e adorei a experiência.
Sinto que aprendi tanto com o livro... No entanto não sei bem o que possa ter aprendido...
Adorei tudo!
A maneira de ser das personagens, a complexidade dos seus problemas, apaixonei-me completamente pela história.
Resumo do livro: Adele, a melhor amiga de Ryn vai para a cama com o noivo dela. Ryn nunca mais quer ve-los quando descobre, uns tempos depois, o sucedido. Descobre também, para agravar a situação, que a filha de Adele, que ela tanto gosta é filha de Nate, o seu noivo.
Mas passado uns bons anos algo vem mudar a vida de Ryn já estabilizada. Adele está muito doente e pede-lhe para adoptar a sua filha.
Será que Ryn está disposta a fazer isso pela amiga que lhe partiu o coração?
Lê e descobre!
*Se alguém quiser comprar o livro, é da autora Dorothy Koomson.
Monday, August 18, 2008
"Mais vale só do que mal acompanhada."
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