Monday, October 20, 2008

Quem diria...

Era uma vez, uma menina chamada Laudia que veio morar para uma casa que era mesmo á frente da minha.
Esta menina, rechunchudinha de olhos verdes muito bonitos, era muito chata, porque queria brincar muitas vezes comigo.
E eu que não estava nada habituada a tanta agitação, achava que ela era agitada demais.
Zanguei-me com ela muitas vezes porque ela só queria ter brincadeiras parvas e eu já não gostava daquelas brincadeiras.
Mas a verdade, é que fiquei muito feliz quando ela veio morar para aqui.
Eu era uma menina muito solitária e ela veio me fazer companhia...

Esta menina transformou-se numa jovem linda, por dentro e por fora.
Numa pessoa extraordinária...simples, divertida, responsável...
Quando penso no passado até me custa acreditar, de tão diferente que ela está, que aquela menina era ela.
Está tão crescida...
Em todos os aspectos.

Quem diria que aquela menina viria a ser a minha melhor amiga, a minha confidente, a minha outra parte de mim...
Quem diria...

Não é todos os dias que se encontra uma alma gémea. Mas a minha veio parar mesmo á minha porta. ^.^

Thursday, October 9, 2008

Anti-Social


Não sou! Nunca fui!

ADORO ME RELACIONAR COM AS PESSOAS!
Não sei porque carga de água fujo delas agora...

Sinto-me mal ao pé da maioria, sinto-me diferente delas em todos os aspectos.
Como se fosse de outro planeta...
Acabo por me fechar demasiado e quase que só me dou com os meus amigos.
Não o faço de propósito, mas acabei por ficar um bocado Anti-Social com o tempo.
Apesar de tudo não me considero completamente Anti-Social, esse nome é para quem não fala mesmo com ninguém.
E eu falo!
Eu rio-me, eu divirto-me, eu adoro falar com os outros!
Não sou Anti-Social, só não gosto de multidões e há certas pessoas que eu não me consigo dar.
Não tenho culpa que essas certas pessoas sejam muitas.
Sou muito exigente, agora mais do que nunca, e toda a gente tem de me conquistar.
O problema é que ninguém se dá ao trabalho!
E eu também não!

Eu levo a sério a vossa opinião, mesmo quando estão a brincar. - dedicado ao quarteto fantástico.

Tuesday, October 7, 2008

Farta de mim!

Nunca ficas-te farta(o) de ti própria(o)?!
Eu já, umas quantas vezes.
Tive vontade de arrancar a minha pele e de vestir a de outra pessoa!

Há alturas em que fico tão farta da minha maneira de ser e de pensar que só me apetece mandar-me ir dar uma volta!
Fico tão irritada quando me lembro que não o posso fazer. Que eu serei sempre eu e não posso ser mais ninguém!

Há vidas tão mais interessantes que a minha, pessoas tão mais interessantes que eu...
E no entanto estou destinada a aturar-me a mim e á minha vida para sempre.
Não posso fugir, não me posso esconder, não posso estalar os dedos e estar noutro lugar, e ser outra pessoa...

Pode ser que o futuro traga alguém diferente, e uma vida diferente também.
Mas como custa esperar!

Wednesday, September 3, 2008

Na terra dos sonhos


Estava eu muito bem na terra dos sonhos, quando sou acordada de uma maneira minimamente horrível:

-1,2,3,4,5,6,7,8,9,10.


Como se fosse pouco acordar a ouvir números, quem estava a contar era uma criança com uma voz extremamente irritante.

Mal ouvi a sua vozinha deu me longo vontade de lhe dar uma estalada. Quem é que pensava que era para estar aos gritos àquela hora da manhã?!

Tudo bem já eram 10 e tal mas eu quero lá saber, estou de férias, já não se pode dormir até tarde quando se está de férias?!

E enquanto eu pensava nisto tudo, a miúda (pela voz fininha devia ser uma rapariga) continuava com a sua vozinha alegre e IRRITANTE:

-1,2,3,4,5,6,7,8,9,10.

E não se calava com aquilo, deve ter contado umas 5 vezes até 10! Calculo que não sabia contar mais a partir daí ou então eu é que já estava a ter ilusões sonoras.

Ainda pensei que ela poderia estar a jogar às escondidas. Até que ouviu-se um grito:


-Papááá!!!


E eu só gritava para mim mesma:

-Eu não acredito nisto!!!!

E mais uma vez:

-Papáááá!!!

Não sei porque só ouvia a sua voz e não ouvia a de mais ninguém, até parecia que estava a falar sozinha.

Depois como se não chegasse começou a correr, e corria, corria…

Eu na minha caminha já estava prestes a dar um grito! Tipo:


- 11,12,13,14,15,16,17,18,19,20. Cala te e pára quieta!!!!

Depois subitamente parei de ouvir passos, e também já não ouvia gritos.

Eu toda contente virei-me para o lado.

Passou uns minutos e eu levantei-me.

Já não consegui dormir! Depois de tanto barulho, o sono foi-se.

Mas o mais “engraçado” é que a miúda continua na casa ao lado e teve calada o dia todo! Nem um número, nem um papá, nada!

Mas calma que não acaba aqui.

No dia seguinte exactamente às 9,39:

-Papáaaaaaaaaaaaaaaaaaa!!! Papáaaa! Papá!! Papá!!


Parecia um disco riscado e eu pensava cá para mim:

-Aquela miúda adora-me!

Levantei-me e pronto! Até parece que o raio da miúda me esta a preparar para a escola, levantar cedo e com o raio do despertador a tocar! Só que em vez de o despertador dizer "Acorda! Acorda!" diz "Papá! Papá!" -.-

Costuma-se dizer que as crianças são o melhor do mundo…Desculpa? Só se for á tarde!

Tuesday, September 2, 2008

Parada no tempo

O mundo parece ter continuado mas eu parei no tempo.
É a fase da adolescência, que não é sim nem é sopas!
Feliz e sempre a sorrir mas parada no tempo.
Como uma criança que não quer saber se hoje é dia 4 ou dia 5, ou como um adulto que de tão ocupado já se perdeu nos dias...

Tanto quero ser tratada como uma adulta como quero agir como uma criança.
Tanto quero chorar porque simplesmente estou triste como quero ser forte como os adultos o devem ser.
Tanto quero ajudar os outros porque os adultos deviam ter essa preocupação, como quero fingir que não percebo os problemas deles por achar que não os vou conseguir resolver.
Tanto falo por pensar que sei o que estou a dizer ("os adultos sabem sempre tudo"), como me calo por perceber que já nem sei porque estou a falar...

Ás tantas não sei bem o que quero ser e que papel hei-de interpretar...

A adolescência é mesmo assim.
Não somos adultos, nem somos crianças, somos uma mistura dos dois!

A filha da minha melhor amiga

Este é o título de um livro que me tocou em todos os aspectos!
Nem sei se consigo expressar em palavras o quanto a história é espectacular...
Durante a leitura fui "criando laços" com a personagem Ryn, senti-me dentro dela, a sentir o mesmo que ela e adorei a experiência.
Sinto que aprendi tanto com o livro... No entanto não sei bem o que possa ter aprendido...
Adorei tudo!
A maneira de ser das personagens, a complexidade dos seus problemas, apaixonei-me completamente pela história.

Resumo do livro: Adele, a melhor amiga de Ryn vai para a cama com o noivo dela. Ryn nunca mais quer ve-los quando descobre, uns tempos depois, o sucedido. Descobre também, para agravar a situação, que a filha de Adele, que ela tanto gosta é filha de Nate, o seu noivo.
Mas passado uns bons anos algo vem mudar a vida de Ryn já estabilizada. Adele está muito doente e pede-lhe para adoptar a sua filha.
Será que Ryn está disposta a fazer isso pela amiga que lhe partiu o coração?
Lê e descobre!

*Se alguém quiser comprar o livro, é da autora Dorothy Koomson.

Monday, August 18, 2008

"Mais vale só do que mal acompanhada."


Como posso ser tão diferente de todos os outros ao ponto de não significarem nada para mim?!
Dizem que não sou normal e eu não acho os outros normais...
Pouca gente se identifica comigo e se eles se identificam, eu não!
Escrevo porque é a minha maneira de me sentir acompanhada.
E nada melhor que a nossa própria companhia.
As pessoas normalmente têm medo de ser esquecidas, eu tenho medo de ser lembrada!
Choro por mim, rio para mim e se estou feliz foi porque assim quis.
O meu mundo gira à minha volta e sinceramente não quero saber se o mundo dos outros não gira.
Pior para eles, sei a pessoa que sou e sei que mereço a amizade e o amor de pessoas especiais.
Se elas não aparecem não vai ser por isso que a minha vida vai acabar.
Não preciso dos outros para ser feliz, alguns ajudam mas há tantos que não...
E assim vou aprendendo a ser feliz quase sozinha, para muitos é difícil, para mim é normal.
E talvez um dia eu mude...bem, espero que não.
Prefiro que os outros mudem. Pois como sempre, acho que sou eu que tenho razão.

Gosto muito dos poucos amigos que tenho. Peço desculpa se neste texto pareceu que não os tinha.




Ajudar não é difícil!

Share food, change lives

Black Pixel

Total Pageviews

Shelfari, os livros que já li =)

Followers

=D

=D

Obrigada Kuka ^^

Obrigada Diana! =D

Obrigada Diana! =D

Blogs